‘Não se recorda dos azulejos?’ – Perguntou-me a senhora ainda jovem que tinha aberto a porta, minutos antes, para entregar uma criança à mãe. Eu esperara, de coração a pular, depois de ter subido as escadas que descobrira, por acaso, na descida pela Rua do Telhal. Tinha ido num dos meus habituais passeios pela cidade, [...]
A solidão esmaga-me e imobiliza-me
Na ausência do que careço e anseio
Companheira a espelhar a minha dor
No seu arfar pesado que me asfixia
Eu respiro do desengano o pútrido odor.
Num conhecido ainda que efémero olhar
Julguei poder reviver um sonho passado
Num corpo estranho lesto para me arrebatar
Acreditei fruir um desejo atormentado.
Tudo não passou de um momento vão …
Porque [...]
O Museu de Sebastião da Gama passa quase despercebido, a uns escassos metros de um café onde se vendem as deliciosas tortas de Azeitão, um dos cartões de visita desta localidade. Há muito mais quem conheça o doce do que quem se lembre do poeta da Arrábida, especialmente os que não são da região. Pois [...]
Foi na passada quinta-feira que segui, de novo, rumo a Setúbal. Desta vez de autocarro, numa viagem rapidíssima, sem paragens. O sol aquecia-nos, impiedoso, naquele dia muito quente, de um Verão prematuro. Encontrei-me com a poetisa Alexandrina Pereira que me levou a almoçar no Ribeirinha do Sado, um restaurante muito simpático, na Avenida Luísa Todi. [...]
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