Não me reconheço.
O vazio habita o espaço
onde outrora soube quem era.
O acordar é varanda desflorida
de onde contemplo o rio lamacento
realidade em que o sonho se desfaz
e deixa de me pertencer.
Ignoro se o que sinto faz parte de mim
ou já se afogou nas vagas alteradas
do passar do tempo.
Afago o nada no seio estéril de amores
O meu [...]


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