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Agora…

Agora…
Único tempo
Princípio e fim
De um perfeito momento
Agora…
O passado adormeceu
No côncavo da minha mão
Agora…
Construo uma nova memória
Vejo-me nua e inteira
No instante sem senão
Agora…
Reinvento uma outra maneira
Nem é tarde nem é cedo
Para descobrir minha história
Agora…
Um ténue desejo alvoreceu
Na orla do meu sorriso
Agora…
Já quedou o desencanto
Minha alma transpira de luz
Nem é pouco nem é tanto
Agora…
Tudo passa a ser [...]

Abandono

Foste-te.
Não sei em que dia ou a hora
Uma vez de muitas vezes
Simplesmente foste-te embora.

Mas não foi simples ou único
Esse sombrio momento de partir
Para sempre na minha memória
O abandono não cessa de me ferir.

Queria ter ficado por lá…
Aninhada na veleidade de então…
A desenhar no vento a nossa história
A escutar do tempo a muda solidão.

Carta a um ex-amante (Parte II)

Estarei a dar-te demasiada importância? Ou estarei a perpetuar uma mágoa que já devia ter sarado? Que queres? Gosto muito de me lembrar de nós! Gosto de recordar aqueles pequeninos nadas que deram tanta cor ao tempo em que vivi enredada, na teia do teu feitiço. Lembro a musicalidade dos nossos risos quando assistíamos a [...]

Carta a um ex-amante (Parte I)

Ainda não te esqueci. Acho mesmo que nunca irei esquecer-te. Já lá vão mais de três anos e conservo-te bem presente na minha memória. Às vezes tenho dificuldade em me lembrar dos traços do teu rosto ou das particularidades do teu corpo mas a recordação do tempo que passámos juntos está bem viva. Pode até [...]

Tempo certo

A chuva não me aborrece. Nem a densidade cinza, que teima em abraçar a cidade, me desassossega. Até o vento não me agasta. Como se tivesse ganho imunidade a estes elementos que outrora chegaram a deprimir-me. Mas isso era num lugar onde a minha alma sufocava, sem brilho, e o meu corpo se arrastava disperso, [...]

O fascínio de Lisboa

Lisboa deixa-me sempre extática!

Maravilho-me como uma criança, num parque de diversões, saltitando de carrossel em carrossel, de olhos esbugalhados e face corada. Revejo o brilho de um passado quando dou por mim a falar com as vendedeiras do mercado de Arroios que parecem conhecer-me e me tratam por menina. Mas sou eu que as reconheço [...]