O teu olhar…
É bússola do meu destino
Ramo verde sem podar
Sol sem haver poente
Abismo da minha loucura
Caudal da tua bonança
Desejo da nossa ventura
Instante suspenso no tempo
Grito de boa esperança
Nascente do meu sustento
Carícia que tardou em chegar.
Gaivota dançarina
Madrigal de verso solto
Rio em mim a desaguar
Alvo livro da minha sina
Cantata em sol maior
Harpejo em noite de luar.
Ah amor! [...]
No curto espaço de tempo que decorrera desde que se conheceram, aquela era a segunda vez que ele lhe oferecia flores. Primeiro, tinha sido num dia em que o brilho do sol de inverno cobria a cidade. Ela falara muito, como era seu hábito, quando se emocionava, se sentia feliz ou sem jeito. Nesse princípio [...]
O frio gelava sórdidos membros chagados
No asfalto citadino
Numa manhã invernosa de domingo.
Sentou-se entre genuflexões
E murmúrio de preces cantadas
A igreja a vibrar em uníssono hino.
Quedou-se tranquila, apaziguada.
No rosto sereno, um trejeito de menina
Ou de filha à casa retornada.
Trazia a alma ridente e o coração lavado da dor.
No tumultuoso silêncio
Das palavras sentidas e das volvidas emoções
Com o [...]
No entardecer
De uma vida toldada
Tu chegaste …
De ímpeto e de mansinho
Minha alma sentiu-se tocada
Em teu rosto li um caminho.
Foi assim …
Num colorido momento
Começo do meu despertar
Tuas mãos esguias
A profundeza do teu olhar
Diziam-me o que sentias.
Arrebatamento
Ou até mesmo magia!
Em cálida doçura
Na cópula das nossas bocas
Deixou-se dormir a fantasia
Brotaram vontades loucas.
No início deste mês, a blogosfera ficou mais rica. A Associação Cultural Sebastião da Gama deu entrada neste mundo virtual que tem aproximado tantos, mantido a cultura viva e divulgado nomes literários, alguns desconhecidos e outros ignorados por muitos.
Só ontem tive conhecimento e regozijo-me. Não podia deixar de passar esta informação aos meus leitores e [...]
O meu poema…
É verso que delonga em acabar
No vento tingido da madrugada
Teu riso verdejante em mim a segredar
No meu corpo o bafejo da tua serenada.
O meu poema…
Sem rédeas no corcel do sonho é voz
Varanda enfeitada no tempo do sentir
Luz do nascente a florescer em nós
Raiz da loucura que pinta este sorrir.
O meu poema…
Flor de jasmim, [...]
Comentários Recentes