
Pode ser que um dia escreva sobre ti
Ainda é cedo…
Hoje quero falar daquele momento
Em que a cidade deixou de luzir
E ficou silenciada.
Na escuridão e no silêncio
Coube apenas a espessa ferocidade
Da minha mágoa sem alento.
Não sei como foi…
Como consegui tamanha pena sentir
Se estava paralisada.
Foi tudo tão repentino…
Gelou o presente e o passado ressuscitou.
As palavras a morrerem na garganta
E eu lesada a falar num desatino.
Na antecedente hora…
Vesti-me de uma tão fugaz quimera
Se eu pudesse atrás voltar…
Se eu soubesse o que sei agora…
Contudo mudar nada quereria
Ainda que chore minha alma magoada.


Cara Julieta,
Não é um comentário, mas uma informação, porque sei que gostará de saber… Já há um blogue dedicado a Sebastião da Gama. Pode vê-lo em http://sebastiaodagama-acsg.blogspot.com E também pode colaborar e divulgar. Abraço. JRR
Uma Alma magoada…um passado que ressuscita.Mas há um Presente, presente..e um futuro em que se acredita!
Deliciado fico, a cada dia que aqui descubro novas “telas”.O meu bem hajas.