
No olhar reflectido o breu do padecer
Nos lábios a palidez do dia por sorrir
Nos gestos o torpor curvo do entardecer
Nas mãos um manto de estrelas sem luzir.
Na face vestígios de primaveras perdidas
Na pele árias dispersas de afagos finados
Na garganta sufocos de rimas vencidas
No peito o lume de sonhos desencantados.
Prisioneira na teia de uma pintura esgotada
Meus dedos desenham notas sem compasso
No sol-posto de uma inquietude descolorada
Com o desalento a florescer no meu regaço.


É tão, mas tão bonito este poema! Porém, tão bonito quanto triste…
Um beijinho
Querida Ju:
Para não me alongar muito, até porque o tempo escasseia, não posso estar mais de acordo com a são martins.
Bjs.