
O silêncio voltou a morar em mim…
Presente nas ditas palavras perdidas
Insinua-se nas conversas ocas
Em olhares pesados da carência
No martelado ruído de vozes sem sentido
Nos débeis sorrisos de enganosas bocas
Nos gestos saturados da ausência.
Circunda-me como uma vaga que me afunda
Embala meu reprimido lamento já finado
Sementa o pulsar de um queixume indefinido
Canta uma elegia em verso inacabado.


Nas minhas desajeitadas palavras, pode ler um silêncio solidário e fraterno de quem lhe é grata por partilhar tanto talento…
Um abraço
C’mon!!!
Do silêncio nasce a arte, da arte a vontade de viver e regressar ao colo materno.
No colo materno nasce a esperança.
É só um intervalo muito comprido.
Beijos.