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	<title>Julieta Ferreira &#187; Livros</title>
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	<description>Romancista, Poetisa e Cronista</description>
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		<title>Sessão de autógrafos</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Oct 2007 11:35:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julieta Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Publicações]]></category>

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		<description><![CDATA[<p style="text-align: center"></p>
<p>Amigos,</p>
<p>Vou estar na LIVRARIA BARATA, na Avenida de Roma (junto à Praça de Londres) em Lisboa, na próxima sexta-feira, dia 12, pelas 18.30h, para uma sessão de autógrafos.</p>
<p>Apareçam!</p>
<p>Um abraço.</p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img src="http://ricardopeugrassi.com/blog/wp-content/uploads/2007/06/expolivroclarissa021.jpg" height="281" width="423" /></p>
<p>Amigos,</p>
<p>Vou estar na LIVRARIA BARATA, na Avenida de Roma (junto à Praça de Londres) em Lisboa, na próxima sexta-feira, dia 12, pelas 18.30h, para uma sessão de autógrafos.</p>
<p>Apareçam!</p>
<p>Um abraço.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>CONVITE</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Oct 2007 10:46:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julieta Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Publicações]]></category>

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		<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">EDITORIAL MINERVA e os autores têm o prazer de convidar V. Exª, família e amigos, para a sessão de apresentação da obra POIESIS &#8211; antologia de poesia e prosa poética portuguesa contemporânea, Vol. XV &#8211; 74 autores*, (capa do artista plástico Miguel d’Hera), a realizar no  dia 13  (Sábado) de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-weight: normal"><img src="http://70-200.net/wordofmouth/wp-content/uploads/2007/10/poiesis-xiv.jpg" align="left" height="225" width="157" /><em>EDITORIAL MINERVA e os autores têm o prazer de convidar V. Exª, família e amigos, para a sessão de apresentação da obra <strong>POIESIS &#8211; antologia de poesia e prosa poética portuguesa contemporânea, Vol. XV &#8211; 74 autores</strong>*, (capa do artista plástico Miguel d’Hera), a realizar no  dia <strong>13  (Sábado) de Outubro de 2007 pelas 16:30 horas</strong> em:<br />
AUDITÓRIO CARLOS PAREDES<br />
Junta de Freguesia de Benfica<br />
Avª Gomes Pereira, 17 – Benfica – Lisboa<br />
Acessos: Autocarros: 16 C, 24, 50, 84<br />
Apresentação dos autores e da obra pelo “animador de ideias” Ângelo Rodrigues. Todos os autores interessados terão oportunidade de uma breve intervenção. Momento de dança contemporânea e clássica pelo grupo da professora Fernanda Mafra &#8211; Barreiro. Selecção e leitura de dois poemas da obra por Cristina Estrompa e von Trina.</em></p>
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		<title>Pedaços de mim</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 08:44:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julieta Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Publicações]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p class="MsoNormal">Colectânea de poemas escritos entre Fevereiro e Junho de 2007.</p>
<p>Foi quando?</p>
<p>As amarras libertei
Do passado castrador.
Cresci dentro de mim
Disse que sim ao Amor!</p>
<p>Reconheço o meu sofrer
Apago as dúvidas.
Sigo em frente
Alimento a fome de ser!</p>
<p>Dilato o olhar
Nego as miragens
Descubro um oásis
Salto os penhascos
Do irrealizável.
Ultrapasso os limites
Do concreto e palpável.</p>
<p>Desbravo as agruras
Da minha existência
Conquisto o sonho
Construo quimeras
Desbarato [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://julieta-ferreira.com/blog/wp-content/uploads/2007/10/capa_pedacos.jpg" alt="capa_pedacos.jpg" /></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 14pt">Colectânea de poemas escritos entre Fevereiro e Junho de 2007.<o:p></o:p></span></p>
<p><strong>Foi quando?</strong></p>
<p>As amarras libertei<br />
Do passado castrador.<br />
Cresci dentro de mim<br />
Disse que sim ao Amor!</p>
<p>Reconheço o meu sofrer<br />
Apago as dúvidas.<br />
Sigo em frente<br />
Alimento a fome de ser!</p>
<p>Dilato o olhar<br />
Nego as miragens<br />
Descubro um oásis<br />
Salto os penhascos<br />
Do irrealizável.<br />
Ultrapasso os limites<br />
Do concreto e palpável.</p>
<p>Desbravo as agruras<br />
Da minha existência<br />
Conquisto o sonho<br />
Construo quimeras<br />
Desbarato barreiras.<br />
Recupero o alento<br />
Desafio trabalhos e canseiras.</p>
<p>Foi quando?</p>
<p>Aquela que voltei a ver<br />
Foi a criança esquecida<br />
Com a coragem de renascer!</p>
<p>Foi quando?</p>
<p>Aquela que voltei a ser<br />
É a mulher mais mulher<br />
Com vontade de viver!</p>
<p>Foi quando?</p>
<p>Num instante<br />
De muitos instantes<br />
Talvez…<br />
Num momento inconsciente<br />
De lucidez…</p>
<p>Foi quando?</p>
<p>A escrita irrompe<br />
Num momento único<br />
Talvez…<br />
Num momento eterno<br />
De incontida lucidez!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>sem ponto final</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Sep 2007 23:02:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julieta Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Publicações]]></category>

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		<description><![CDATA[<p></p>
<p>SINOPSE
</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Marta é uma mulher diferente. Distinta do comum dos mortais, pela forma como conduz a sua vida e, contudo, igual a tantos, ao procurar resposta para a eterna questão: o que é o amor?
“Por vezes penso que o amor é um sentimento que idealizamos e de tanto o idealizar… acabamos por não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://julieta-ferreira.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/capa_sempontofinal.jpg" alt="Capa “sem ponto final”" /></p>
<p><em><strong>SINOPSE</strong><br />
</em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-weight: normal">Marta é uma mulher diferente. Distinta do comum dos mortais, pela forma como conduz a sua vida e, contudo, igual a tantos, ao procurar resposta para a eterna questão: o que é o amor?<br />
<em>“Por vezes penso que o amor é um sentimento que idealizamos e de tanto o idealizar… acabamos por não o sentir.”</em><br />
Constantemente debatendo-se com a sua identidade, abafa no sexo descomplexado a angústia da sua existência. Soma conquistas como se de uma predadora se tratasse. É honesta nas suas convicções e nos seus sentimentos. Reflecte sobre problemas sociais, desprezando a hipocrisia daqueles que transformam em tabu alguns dos assuntos que se prendem com o lado animal do Homem.<br />
De entre as suas amigas, algumas preocupadas com a sua maneira de ser e estar, Marta é a que consegue transformar em falácia o desabafo de muitas mulheres que, tal como ela, procuram o amor, mas nada fazem para o encontrar, esperando que um dia lhes bata à porta e persistindo em afirmar que “os homens são todos iguais”.<br />
Marta passa pela vida questionando-se e questionando os homens com quem se relaciona: Pedro, Eduardo, João… Que procura ela em cada um deles? Com qual destes homens pode ela encontrar-se?<br />
João é o único a não reclamar sexo, mas apenas amizade, conhecimento mútuo; algo mais do que uma experiência sexual inócua, apenas por puro instinto. Talvez esteja aqui o amor que Marta procura e, assim, a sua cruzada conheça um ponto final. Ou não!</span></strong></p>
<p><strong><em>EXCERTO </em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-weight: normal">Vira-o pela primeira vez durante o sono, nesse mundo que é criado pela nossa mente e do qual sabemos tão pouco. Esse mundo que chamamos irreal e só por existir tem tanto de real como o outro mundo em que vivemos.<br />
Vira-o, era uma maneira de dizer. Desconhecia-lhe as feições, os contornos do corpo, a voz. Desconhecia-lhe a identidade. Apenas o sentira: sentira-lhe a presença; sentira o peso de um corpo sem forma a envolver o seu; sentira o bafo quente do seu hálito, o cheiro a suor e a macho; sentira as suas mãos indistintas a tocar-lhe, a fazê-la arquear e gemer de prazer.<br />
Não tinham trocado palavras. Os sentidos falavam por si.<br />
Sentira-lhe a boca colada à sua e a respiração faltara-lhe porque ele a absorvia toda. Acima de tudo, Marta sentira-lhe a energia que não sabia definir e que era como uma nuvem que descera e na qual se deixara ficar para ser transportada para uma dimensão diferente, uma outra esfera.<span id="more-14"></span><br />
A sensualidade e sensibilidade daquele desconhecido, sem rosto, tocaram-lhe a alma e apoderaram-se dela: sentiu-o como nunca tinha sentido os homens reais que tinham passado na sua vida.<br />
Acordou com o sexo a pulsar, em contracções, uma humidade quente a escorrer-lhe pelas pernas, os mamilos erectos, muito duros. Fechou então os olhos, com força, na tentativa de esquecer a penumbra do quarto, a escuridão da noite lá fora, o silêncio pesado à sua volta. Fechou os olhos para voltar depressa para o sonho e reencontrá-lo lá. Não voltaria a encontrá-lo nessa noite porque estava a forçar esse encontro. Sabia que era assim. Não se pode forçar nada. Tudo tem de acontecer quando menos esperamos. Era assim a lei da vida e também a lei da morte. Tinha aprendido que era assim também a lei do sonho. Somente quando sonhava acordada é que era diferente. Aí podia fazer batota: era ela a criar, a dar forma. E isso era coisa que sabia fazer tão bem! Tinha sido o seu refúgio e amparo muitas vezes, para fugir à realidade. Havia até quem dissesse que ela não vivia com os pés assentes na terra.<br />
Como seria viver-se com os pés assentes na terra?<br />
Seria possível que aquele homem fosse criação sua, durante esses períodos de sonhar acordada e depois tivesse vindo ao encontro dela, talvez para lhe dizer que, de um modo ou doutro, existia, sem contudo lhe mostrar quem era? Talvez fosse a maneira de lhe dar a entender que ela teria de o descobrir.<br />
Continuaria a vê-lo – não, a senti-lo – em muitas outras noites.<br />
Sempre a mesma comunhão perfeita de sentidos e de almas, o mesmo êxtase que a deixava saciada mas inquieta. E aquela energia que passava para além do físico e a elevava acima do concreto e palpável. Essa energia acompanhara Marta pelos dias que se seguiam. E sentia-o por perto, na brisa quente à tardinha, no vento frio da madrugada, na neblina da noite, no ar que respirava, no sol que lhe aquecia o corpo e na lua que a iluminava, nas longas noites de solidão.<br />
Sabia que, no momento em que o encontrasse, o reconheceria. No momento em que os seus olhares se cruzassem, deixaria afundar-se no olhar dele e a energia que conhecera no sonho voltaria, desta vez mais forte, a envolvê-la, sem mesmo ele a tocar.<br />
Sabia que o seguiria e se lhe entregaria, sem mesmo querer saber quem ele era. E ele não perguntaria se ela estava a sentir prazer, como muitos outros o tinham feito.<br />
– Já te vieste? – Queriam saber, com o sexo rijo a perfurá-la, o suor deles a escorrer-lhe pelos seios e pela barriga, sem notarem o seu fingimento, os gemidos e contorções que se habituara a oferecer-lhes. Esses que se apressavam a atingir o orgasmo, somando mais uma conquista fácil, orgulhando-se da sua virilidade de machos fogosos.<br />
Como o namorado da amiga de infância, que fizera amor como quem a galopava, sem emoção, horas a fio. E depois ficara um cansaço e um vazio. Vazio de tudo. Nem sémen lhe deixara, nas entranhas doridas.<br />
Depois havia o marido de uma colega de trabalho que a tinha seduzido ao telefone, com uma voz rouca e sensual, criando uma aura de mistério à sua volta; esmagara-a com o peso de um corpo gordo, ela a mal sentir-lhe o membro flácido enquanto ele arfava, gotas de suor cobrindo-lhe a cara redonda e patética, coberta de barba espessa de que tentara, a todo o custo, livrar-se.<br />
Marta ficava sempre a perguntar-se o que fazia ali.<br />
Quando perdera a virgindade, tinha-se perdido a si própria. E tinha-se perdido, muitas outras vezes, quando se entregara a homens que não amara. E, ao perder-se, criara uma outra realidade e uma outra identidade.<br />
Usava uma linguagem que muitos não entendiam e da qual se afastavam com escárnio, desconfiança, condescendência e sorrisinhos que magoavam.<br />
Repudiava a condescendência: era o que mais a feria.<br />
Não tinham de a compreender nem aceitar, a ela e às suas convicções, mas que a respeitassem. Ao menos isso. Esses que não entendiam que acreditava em forças e energias, e falava do Universo em vez de falar em Deus. Ela que falava de amor e de sexo, tinha uma sofreguidão por viver, e se dava à Vida, sem questionar.</span></strong></p>
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		<title>Regresso a Lisboa &#8211; Confissões Proibidas</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Nov 2006 23:06:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julieta Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Publicações]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>
</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">Julieta Ferreira, neste seu inquietante livro de estreia, conta-nos uma história verídica num estilo seguro, tranquilo e sem desfalecimentos, que nos mobiliza e prende da primeira à última página.
Um romance de amor, privação e saudade, escrito com a sensibilidade de uma emigrante portuguesa, madura e emancipada, que triunfou sobre toda a desventura, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://julieta-ferreira.com/blog/wp-content/uploads/2007/09/capa_regresso-a-lisboa.jpg" alt="Regresso a Lisboa - Confissões Proibidas" /><br />
<em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-weight: normal">Julieta Ferreira, neste seu inquietante livro de estreia, conta-nos uma história verídica num estilo seguro, tranquilo e sem desfalecimentos, que nos mobiliza e prende da primeira à última página.<br />
Um romance de amor, privação e saudade, escrito com a sensibilidade de uma emigrante portuguesa, madura e emancipada, que triunfou sobre toda a desventura, animada por uma única esperança: voltar. </em></p>
<p><strong>Rita Ferro </strong></p>
<p><em><strong>SINOPSE </strong></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-weight: normal">Regresso a Lisboa &#8211; Confissões proibidas, de Julieta Ferreira, é uma narração que dá ao leitor a visão de uma mulher atormentada por um passado, em busca da sua identidade e de um amor que a liberte.<br />
No cenário da Lisboa intemporal, a protagonista expõe emoções muito intensas e desejos muito íntimos, seguindo uma trajectória entre o passado e o presente, ao mesmo tempo que explora aspectos da cultura e sociedade portuguesas, fazendo comparações com a cultura e a sociedade do país onde vive, a Austrália.<br />
No regresso a Portugal, ao fim de trinta e cinco anos, reencontra aquele que fora o seu primeiro namorado. É a inspiração para um relato honesto de uma jornada física e emocional, recorrendo ao uso de pensamentos, memórias e vivências partilhadas com o leitor.</p>
<p><strong><em>NOTA DA AUTORA </em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><span style="font-weight: normal">Regresso a Lisboa é uma narração muito sincera e muito sentida. Deu-me muito prazer escrever este romance: serviu de catarse e também teve &#8211; se assim poderei dizer &#8211; uma função terapêutica.<br />
À medida que ia escrevendo, ia sendo confrontada com verdades acerca de mim própria e com sentimentos muito intensos e emoções que foram postos a nu pela escrita. Deu-me um prazer muito particular escrever sobre Lisboa e, só mais tarde, vi que afinal o meu livro poderia transmitir ao leitor uma mensagem de optimismo e de esperança num momento em que há tanta desmotivação e falta de auto-estima nas pessoas e no país.<br />
Espero que o leitor fique a sentir mais amor e fé no nosso país e que a minha narração possa trazer um pouco da realidade do que é lá fora &#8211; nem melhor nem pior do que em Portugal &#8211; apenas diferente. Essa diferença que a mim não encanta nem seduz: continuo a preferir o que nós somos, o que nós temos, aquilo que representamos, mesmo que seja pior daquilo que há lá fora, aos olhos de muitos.</p>
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