
É um cansaço o que sinto
Cansaço sem cor
Trespassado de abismais vazios
Onde o arfar do lânguido silêncio
Abafa do coração os baques de dor.
É um cansaço que comigo trago
Cansaço sem hora
Alojado no peito agora vazante
De tantas enfraquecidas quimeras
E da ridente emoção de outrora.
É um cansaço a desabar em mim
Cansaço sem tino
Nidificado n’alma já dolente
De tantas moribundas esperas
E da sombra do meu incerto destino.


Querida Ju:
Caminhas a passos largos para a nova Florbela Espanca da poesia portuguesa. Brilhante!!!
Beijos
Não tenho palavras para comentar a belezada sua poseia…Bem haja Julieta e vá em frente…
Como diz o Arlindo, querida Jú, estás ficando brilhante. Desejo que esse seja um brilho só de palavras. Afinal, quantas vezes, somos todos fingidores. Ou seremos poetas?
Beijos
fingir para quê? se a verdade é tão linda, penso que não podemos fugir a relidade, és realmaente e não tenho dúvidas és uma grande poeta, adorei , ficamos a aguardar novas e belas novidades
Vai em frente, força susseço
bjs
jufaria