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Esperança

Queria conhecer tua verdade
Nos teus olhos ver o que perdi
Quando amava despida de razão.
Queria pedir-te sem vaidade
Para pintares de luz a minha face
Queria ler nas linhas da tua mão
A vida que ainda não vivi…
E quiçá o meu sonho voltasse.

Se quiseres vem comigo descobrir
A que deixei no tempo desamparada
Desfolha os penares do meu poema
Atapeta de esperança a minha estrada.

Não digas um moribundo talvez…
Esboça sorrisos na tela por nascer
Traça destinos na calma da minha tez
Enfeita de cor a janela do meu alvorecer.

1 comentario a Esperança

  • Jorge (JB)

    Numa verdade desconhecida, mas procurada num olhar, na palma de uma mão….procura-se uma razão, por um desejo de face colorida, por um raiar de alma…onde uma janela virada ao alvorecer se “arcoirisa”

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