Quando há uns meses a escritora (e bloguer do SOL) Julieta Ferreira (ver aqui, e aqui) me perguntou o que achava do título do seu livro, eu não disse nada. Que poderia dizer? Não tinha lido o livro!
E agora que o acabei de ler, fiquei naturalmente insatisfeito.
Se calhar, Marta, a protagonista dessa história, também não terá terminado ainda a sua busca… Mas não vou adiantar detalhes do desfecho desta história de amor (sim, é uma história de amor!), melhor, de amores!
O livro foi lançado na Livraria Barata, em Lisboa, no passado dia 12 de Setembro, mas eu só fui à sessão de apresentação do livro, na Livraria Bulhosa, também em Lisboa, no passado dia 28 de Setembro, feita pelo escritor Tiago Rebelo.
Já a propósito do primeiro livro de Julieta (“Regresso a Lisboa”, aqui), lhe tinha dito que não sou (nem desejo ser) crítico literário (ver aqui). Gosto muito de ler bons autores e praticamente todos os temas me interessam, desde o romance histórico ao policial, passando pelos clássicos romances de ficção. Mas as minhas competências literárias são muito limitadas. Apenas sou capaz de dizer se gosto ou não de um livro, de uma história.
É isso que pretendo fazer aqui.
Escrever estes posts são, assim, uma pequena homenagem a uma mulher forte, que sabe o que quer e que, apesar dos desencontros da vida e do amor, neles encontrou motivos para reflectir, escrever e amar… a sua terra e as suas gentes! E publicar dois belos livros, um sobre a sua, sempre presente, Lisboa e outro sobre o amor aos 50, aquele amor que se supõe sereno e seguro, certo e definitivo!
Conheci a Julieta (Ju, para os amigos) há uns meses na Ericeira, quando organizei um encontro de bloguers para, precisamente, a conhecer e dar a conhecer aquele primeiro livro aos seus leitores do blogue que aqui mantêm, em banho-maria, na comunidade SOL. Mas falei a primeira vez com ela alguns meses antes, ainda ela estava na Austrália, onde vive e trabalha.
Ela veio cá passar uma temporada para tratar do lançamento do seu segundo livro “Sem Ponto Final”. E dos diversos contactos que com ela venho mantendo, ficou-me a imagem de uma mulher inteligente, sensível, amável, culta e amante da sua saudosa Lisboa, a terra que a viu nascer, num daqueles bairros populares que ainda conservam boa parte do seu tipicísmo.
Claro que fiquei logo fã dela e da sua escrita, depois que comecei a frequentar o seu blogue aqui no SOL e li, mais tarde, o seu primeiro livro, um romance autobiográfico. Um livro escrito com e por amor à cidade, num registo com muita garra e coragem pessoal, pelo desnudo psíquico a que se sujeitou. E depois, a sua singular e belíssima poesia com que nos foi presenteando aqui… Ela é uma emigrante que domina a língua materna na perfeição, com sublime frescura!
Da sua breve biografia retirada do seu blogue pessoal ressalta que “Desde criança sentiu uma grande paixão pela leitura e pela escrita. Esta escritora licenciou-se em Filologia Românica na Universidade de Lisboa e deu aulas de Português e Francês no Ensino Secundário, durante 6 anos. Em 1983, emigrou para a Austrália, onde começou por trabalhar como tradutora e intérprete.“
Da sua paixão pela educação e o ensino, que ainda mantêm, de referir que em 1987 foi convidada para leccionar Língua e Cultura Portuguesa na Universidade de Queensland, Brisbane, onde se manteve até 1999. Releva igualmente a excelente colaboração que prestou na fase inicial do projecto bloguista Post-it@EDUC, aqui no SOL, um projecto de e para professores, aberto à colaboração de todos os visitantes.


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