
Num outro tempo fui estrela cadente
Habitei um mar azul prenhe de sal
Espelhando o vasto etéreo firmamento
Sabia os segredos brancos das fadas
O amor era luz que me dava o sustento
Descalça eu trilhei místicas estradas.
Trazia no riso a graça do não vivido
Carregava na alma a tenra leveza
Do silente amanhã ainda por acontecer
Com as mãos sem fadiga acariciava
As palavras do poema antes concebido
No seio colhia a bonança do entardecer.
Refrescava-me no teu corpo de água pura
Aprendia tua melodia no vento a passar
Sonhava castelos de enfeitiçados jardins
Onde o alvo desejo a florescer principiava
Os meus lábios pintados na doce ternura
De rosas carmesins, regalo para te cativar.


Sabes, Jú, é isso que vejo nos jovens quando os olho: a leveza. São etéreos sem que o saibam. Não carregam o peso dos compromissos, transportam projectos; e os projectos riem e não pesam. Há neles uma luz de futuro que apetece, um desalinho do presente que invejamos; neles o despenteado do vento é arte, em nós é apenas cabelo despenteado. Mas, quem sabe, temos uma alma jovem de cabelo solto à aragem do tempo?!
)
Muito bonito o teu poema. A poesia deixa-me sempre pasma
Beijitos****
Ah!
Que quimeras o passado nos deu! Que momentos de pura leveza e fantasias realizadas! Compromissos ou projectos? Nem uma coisa nem outra. Momentos de Vida. É tudo. É bom!
Bjs
Adorei!!! eu adoro poesia e contos de ficção e os dois juntos dão uma bela combinação.