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20 de Outubro de 2008

Num outro tempo

by Julieta Ferreira — Categories: Poesia3 Comentários

Num outro tempo fui estrela cadente
Habitei um mar azul prenhe de sal
Espelhando o vasto etéreo firmamento
Sabia os segredos brancos das fadas
O amor era luz que me dava o sustento
Descalça eu trilhei místicas estradas.

Trazia no riso a graça do não vivido
Carregava na alma a tenra leveza
Do silente amanhã ainda por acontecer
Com as mãos sem fadiga acariciava
As palavras do poema antes concebido
No seio colhia a bonança do entardecer.

Refrescava-me no teu corpo de água pura
Aprendia tua melodia no vento a passar
Sonhava castelos de enfeitiçados jardins
Onde o alvo desejo a florescer principiava
Os meus lábios pintados na doce ternura
De rosas carmesins, regalo para te cativar.

3 Comentários »

  1. meninosdocoro diz:

    Sabes, Jú, é isso que vejo nos jovens quando os olho: a leveza. São etéreos sem que o saibam. Não carregam o peso dos compromissos, transportam projectos; e os projectos riem e não pesam. Há neles uma luz de futuro que apetece, um desalinho do presente que invejamos; neles o despenteado do vento é arte, em nós é apenas cabelo despenteado. Mas, quem sabe, temos uma alma jovem de cabelo solto à aragem do tempo?!
    Muito bonito o teu poema. A poesia deixa-me sempre pasma :) )
    Beijitos****

  2. Ah!
    Que quimeras o passado nos deu! Que momentos de pura leveza e fantasias realizadas! Compromissos ou projectos? Nem uma coisa nem outra. Momentos de Vida. É tudo. É bom!
    Bjs

  3. Miss Potter diz:

    Adorei!!! eu adoro poesia e contos de ficção e os dois juntos dão uma bela combinação.

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