“It is not good for the man to be alone. I will make a helper suitable for him.”
“And the man said: This is now bone of my bones, and flesh of my flesh: she shall be called Woman, because she was taken out of Man.” (Book of Genesis)
No meu despretencioso entender, afastado de qualquer ideologia, seja ela religiosa ou social, ou ainda de qualquer interpretação erudita de psicanálise freudiana ou outra, os homens continuam a querer mulheres que lhes sirvam de ajudantes e apoiantes. E, ao contrário do que muitos possam pensar, o sexo não se encontra no topo da lista daquilo que eles querem. Talvez mesmo por causa dessa falsa noção é que não se tem escrito muito acerca do assunto e se tem dado lugar privilegiado ao querer das mulheres, na maioria dos casos numa literatura, cinematografia ou média de cariz cínico e jocoso. Isso porque é também ideia generalizada de que as mulheres – pobres coitadas! – não sabem o que querem ou continuamente mudam as suas vontades, provocando a confusão e perplexidade nos espíritos daqueles que as desejam descomplicadas e prontas a lhes oferecerem serviço e reverência.
O que os homens menos querem é descodificar, analisar, compreender o que se passa nas mentes femininas. Isso não faz parte do plano traçado desde o início dos Tempos. (Não nos esqueçamos de que, segundo o livro do Gênesis, a mulher foi criada para que o homem não se sentisse só e para o ajudar.)
O que os homens querem é que as mulheres os compreendam e lhes sirvam de suporte mesmo que eles as ignorem, lhes apaziguem as dores sem lhes lembrarem as fraquezas, os confortem e não confrontem, lhes oiçam as queixas e não os admoestem, os enalteçam e engrandeçam os seus egos ainda que eles falhem ou fracassem. O que os homens querem é um maternal e desvelado colo onde possam repousar aquelas fragilidades, inseguranças e carências que escondem do mundo. O que os homens querem é um abraço protector e um sorriso caloroso a recebê-los depois de um dia desastroso.
Contudo, não é isso que os homens dizem querer. Cada vez mais os ouvimos dizer que querem mulheres emancipadas, inteligentes e intrépidas, capazes de emitir opiniões de substância sobre temáticas de vulto; mulheres que os confrontem e não se mostrem submissas; mulheres livres de preconceitos ou tabus que se sintam seguras na sua sexualidade; mulheres de iniciativa e sem pudor que os amem sem idolatria ou falsidade.
Isso é o que eles dizem mas não é, pontualmente, o que querem. Muitos só se dão conta deste facto depois de conhecerem ou coabitarem com mulheres que querem mais do que serem suas ajudantes ou apoiantes: mulheres que sabem exactamente o que querem e, nesse querer, não existe espaço para conformismo a um conceito ultrapassado. Elas continuam a oferecer apoio e ajuda mas querem um diálogo aberto e igualitário. Essas mulheres jamais apagam ou encobrem as suas individualidades em favor dos quereres dos homens. A ajuda que essas mulheres lhes trazem reside num conhecimento mais profundo, tanto de si próprios, como delas, e numa aceitação e entrega mútua.
E aqui vos deixo o parecer empírico de uma mulher que nem sempre sabe o que quer mas que muito tem vivido, analisado e reflectido.


Boa noite Julieta,
Hoje venho só cumprimentar-te e agradecer a tua visita ao meu poste de “balanço” e olha amiga, como todos os balanços dão para averiguar da viabilidade das “empresas”, inclusivamente dos produtos a continuar, a melhor ou simplesmente a não produzir ou consumir.
Quando estiver refeita de um bom balde de água fria que me caiu donde não esperava, venho conversar mais um pouco.
Um abraço e votos muita saúde e de muitas felicidades.
Querida Ju:
A tua análise tem um fundo de verdade, mas não tanto assim. De facto, o que os homens querem, também as mulheres desejam. Só é necessário averiguar se, cada um deles, numa relação, querem a mesma coisa!!!
Beijos
Julieta,
Hoje sim, venho para comentar o teu artigo.
Tu és uma mulher de letras. Escreves bem e tens um olhar acertado sobre a natureza humana no caso concreto sobre o querer ou aspirar do homem em relação à mulher. Genericamente concordo contigo.Sabes eles são eternamente filhos e nós eternamente mães.É simpático que nos vejam com respeito nesse sentido mas também como companheiras de todas as horas e reconheçam as nossas capacidades intelectuais no mesmo plano deles, sem complexo. Há de tudo um pouco por aí. E nó temos que fazer com que as coisas aconteçam.Lutar pelo nosso espaço.
Beijinhos e felicidades por aí.
acho que homens gostam de mulheres duras que não sede nunca, porque quando tranzamos eles só tranzam e vão embora não é verdade .