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Amigos leitores,
Convido-vos para o lançamento do meu livro de poemas, Do outro lado do silêncio, no dia 22 de Maio, pelas 17h30. O local que escolhi é bem conhecido pela antiga tradição literária como café de escritores, dos quais o mais famoso é Fernando Pessoa – Martinho da Arcada, na Praça do Comércio, Lisboa.
A apresentação do livro será feita por Ângelo Rodrigues, escritor e Director Literário da Editorial Minerva. Poemas ditos pela poetisa e guionista Isabel Oliveira Marques. A parte musical estará a cargo do talentoso compositor e pianista Rui Serôdio.
Será servido um beberete e aqueles que quiserem ficar para jantar (25 Euros p.p.) deverão informar-me até dia 18 de Maio.
Espero ter o prazer de ver muitos de vós, neste fim de tarde de música e poesia.
Entrevista à RDP Internacional por Teresa Morgado sobre o meu novo livro de poesia «Do outro lado do silêncio», com poemas ditos por Piedade Coelho.

Os meus romances, Regresso a Lisboa e Sem Ponto Final, encontram-se à venda, na Feira do Livro de Lisboa, na Tenda dos Pequenos Editores, até dia 16 de Maio.
Na quinta-feira, dia 13 de Maio, às 17h.00, estarei lá para uma sessão de autógrafos.
Espero ter a oportunidade de ficar a conhecer alguns dos meus leitores.
Na passada quinta-feira, dia 22 de Abril, durante uma maratona de poesia, organizada pela poetisa setubalense, Alexandrina Pereira, e a Biblioteca Municipal de Setúbal, tive o privilégio de apresentar o meu novo livro de poemas, Do outro lado do silêncio, que marca o meu regresso definitivo a Portugal.
Mais uma vez, fui recebida e acarinhada de uma forma inigualável e comovente, pelos amigos e colegas na arte de poetar. Tive também o ensejo de fazer novos conhecimentos e amizades.
Está para breve, durante o mês de Maio, o lançamento do meu livro, no Martinho da Arcada, um dos cafés mais emblemáticos de Lisboa, depositário de uma antiga tradição literária. Foi um prazer ter cavaqueado com o seu proprietário, Sr. António Sousa, que teve a amabilidade de me fazer as honras da casa, pormenorizando, com desvelo, as várias fotos e documentos que atestam a passagem, por aquele espaço, de grandes nomes do mundo das artes.
Assim que tiver mais informação, aqui deixarei o convite. Gostava muito de vos ver por lá.
No mar… tudo cabe
O azul que deixou de ser cor
Ninfas ondeando na branca espuma
Dos pescadores laboriosa humildade
O lamentoso canto de gaivotas enamoradas
Versos salgados em poemas de amor
Dos surfistas a malabarista vaidade
O repouso das sereias nas furnas escarpadas
O deslumbramento de quem a Vida sabe.
No mar… tudo cabe
Risos de infância trazidos pela maré
Beijos rolando nas alterosas vagas
Promessas fortuitas em soltas areias
Sonhos num embarque de batel sem fé
Paixões em viscosas algas enredadas
Desejos arrefecidos na falsa bruma
Esperança perdida em portos abandonados
Um alvorecer diferente em cada madrugada.
No mar… tudo cabe
Tu e eu nas memórias do tempo
Bola de fogo a reluzir no entardecer
Proeza de homens em volvidas odisseias
Cântico de deuses no sussurro do vento.
Quer no sentido pagão, quer no sentido cristão, Páscoa é sinónimo de passagem e renascimento: passagem do Inverno para a Primavera, passagem da escravatura dos judeus, no Egipto, para a Terra Prometida e também passagem da Morte para a Vida, através da Ressurreição de Cristo.
Os símbolos associados a esta festa reforçam a ideia de começo (ou recomeço) de Vida. Os ovos de chocolate ou ovos coloridos, assim como o coelho são resquícios culturais da festividade da Primavera em honra de Ostara – deusa da fertilidade e do renascimento, na mitologia anglo-saxã, nórdica e germânica – simbolizada por uma mulher que segurava um ovo na mão e observava um coelho, representante da fertilidade, pulando alegremente, a seus pés. O nome Ostara ou Eostre, como também a deusa é chamada, tem origem anglo-saxã, provinda do advérbio ostar que expressa algo como “Sol nascente” ou “Sol que se eleva”.
Estes símbolos foram assimilados às celebrações cristãs do Pessach (Passagem em hebraico). Contudo, já os persas, romanos e arménios tinham o hábito de oferecer e receber ovos coloridos por esta época.
Para os meus assíduos leitores e amigos, fica aqui um convite: façam uma pausa nas vossas vidas apressadas e/ou atribuladas; esqueçam por alguns momentos as vossas inquietações ou pesares; deitem fora a negatividade que vos pesa; arrumem o passado que vos asfixia e procurem não estar enredados em pensamentos sombrios sobre o futuro. Apreciem esta passagem e glorifiquem o grandioso milagre da Vida que continuamente se renova. Não esqueçam o simbolismo e mensagem desta festividade, quer sejam crentes ou não. Os meus sinceros votos para que esta Páscoa seja um tempo de esperança, vitalidade, abundância e uma porta aberta para um brilhante recomeço.
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A Escrita é o Espelho da Alma
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