
Pode ser que amanhã …
O anil desça do firmamento
E venha banhar de luz o pântano do meu viver
… À minha porta se deite a lua suavizada
Pela brisa de um cristalino amanhecer
… No vão mais escuro da escada
Onde meus passos entoam um incolor lamento
Eu vá encontrar aquele livro meio lido
E descubra nele o tesouro de um sonho esquecido.
Pode ser que amanhã …
O gorjeio de um pássaro errante
Lembre a voz que deixei sepultada
Em canteiros de mágoas rasgadas
… À minha janela adormeça o furor do vento
Embalado pela memória de um amor distante
… Travessas ou esvaídas as gotas de orvalho
Dancem no brilho de um desejo volvido
E com elas trace um arco-íris para meu agasalho.


Querida Ju:
Não sei porquê mas vejo neste poema, um dos mais belos textos que já escreveste.
Os meus sinceros parabéns.
Bjs
Cara amiga
Leio sempre com muito gosto a sua bela poesia, seja ela prosa ou verso… marcada pelo desânimo ou movida pela esperança(como esta). Obrigada por todas elas.
Um abraço da Eduarda
Como comentar a beleza dos seus versos !… Muitos parabéns à grande poetisa que, de uma maneira tão bonita e única nos fala sobre a vida, nos seus mais variados cambiantes.
Amanhã há-de ser um dia muito melhor… são os meus votos para si, Julieta!
Um beijinho