
Queria-te
sem nome te dar…
quando o sol
ficava frio no empedrado
e o vento
se perdia pelas vielas
sem ter uma colina
onde repousar.
Queria-te
sem nome te dar…
quando o horizonte
era uma linha trémula
traçada a lápis sem cor
no papel rasgado
e eu desejava
ser capaz de desenhar.
Queria-te
sem nome te dar…
nesse tempo
de luares sem brilho
nas noites
apodrecidas pela solidão
com o medo
a levar-me para outro lugar.
Hoje quero-te
e tenho nome para te dar
estás no sol
que nunca arrefece
estás no vento
que já se encontrou e repousou
no horizonte
que não desenho mas vejo
no luar
que reflecte o teu olhar
e onde reconheço quem fui
antes de fugir de mim
e me ter esquecido de sonhar.


Parabés pela produção de trabalhos tão bem elaborados que dá gosto ler e reler…e ficar à espera do próximo..Bem haja e por favor continui…