
Quero voltar a visitar jardins adubados com risos coloridos de primaveras trauteadas por rouxinóis sem gaiolas.
Quero voltar a percorrer veredas atapetadas com o perfume dos ramalhetes de carinhos trazido pela brisa matutina.
Quero voltar a acordar com o prenhe cântico das águas a entoarem um hino de soltas pinceladas na tela do porvir.
Quero voltar a abraçar o rio onde a palavra se acosta e os versos germinam nas margens de promessas com destino.
Quero voltar a saber o brilho do amor a despontar no cálido horizonte de uma perene alvorada.
Quero voltar a reconhecer o meu rosto nos sonhos a ondular pelas vaidosas searas de passados estios.
Quero voltar a traçar as linhas luminosas de um desejo na serenidade de um lago habitado por afagos de nenúfares.


Lindo!…
É sempre possível voltar; por vezes temos de descobrir caminhos diferentes.
Um abraço
Eduarda
Olá Amiga
Quando voltas à nossa companhia no Sol?
Beijinhos
Cara Julieta,
Lindo! Como se escreve bem aqui. Esse parágrafo final está um espanto.
Beijos da cor do mar,
MarAzul
Olá minha querida!
Belo texto em forma de poema cuja mensagem é para mim tão clara como a conclusão a tirar.
Queres voltar e hás-de voltar!
Beijos grandes.
“Querer voltar”…é sina lusa, intemporal e constante.
“Esta palavra saudade”…misturada com o sal do mar e as lágrimas dos que iam, tem muito que se lhe diga.
Lisboa serve de “vai e vem”, em rotas de aventura (ou desventura) que marcam a génese de um povo.