
A solidão esmaga-me e imobiliza-me
Na ausência do que careço e anseio
Companheira a espelhar a minha dor
No seu arfar pesado que me asfixia
Eu respiro do desengano o pútrido odor.
Num conhecido ainda que efémero olhar
Julguei poder reviver um sonho passado
Num corpo estranho lesto para me arrebatar
Acreditei fruir um desejo atormentado.
Tudo não passou de um momento vão …
Porque será que a solidão me aflige tanto
E deixa em mim um cansaço debilitado?


Muito bonito mesmo… sei exactamente o que transmite neste poema…
Um beijinho grande
Carla
lindo
pois a minha solidão tento prenche-la em busca de Alguma coisa que me prencha, meu coração e todo o meu ser, acreditando e tendo Fé.
O passado foi… o presente, está… e o futuro, quem sabe.
um abraço
Um belo poema!
Que bem descreve a solidão… esse sentimento experimentado por todos, em algum momento da vida!
E que força tem este poema! A visão nua e crua de determinados estados de alma!
Uma visão muito lúcida, porém …
Escreva, escreva sempre… em prosa ou em verso, é um prazer ler Julieta Ferreira!
Um abraço