
Penso o que sinto
Ou é o que sinto
Que provém do meu pensar?
Sinto o que penso
Ou é o pensar
Que provém do meu sentir?
É na razão
Que penso meu sentimento
Ou é no coração
Que começa meu tormento?
Quero somente sentir
Sem o denso vulto do pensar
Tal como o vento é só vento.
Quero somente existir
Sem o pesado fardo do perceber
Tal como o mar é só mar.
Mas pode ou não pode o vento
Devir num retumbante vendaval?
Mas pode ou não pode o mar
Sobrevir num abismo sepulcral?


Bom Dia Jú
))
será que quereríamos mesmo sentir sem pensar? Como um animal qualquer que sente sem saber que sente? De que vale sentir sem a consciência do sentido? Para o bem e para o mal, é na mente que tudo existe: a cor, o desejo, a dor…e o mar só é vasto porque tu o dizes. De outra maneira nem mar seria.
Beijos
Pensar e sentir são duas faces da mesma moeda, da mesma espantosa qualidade dos seres humanos. São os actos de pensar que nos permitem racionalizar todos os actos da vida; são os sentires que nos permitem alimentar a ideia de amor, paixão, esperança, virtude, dor e felicidade. Entre tantos outros sentires.
Gostei muito dessa abordagem poética à dualidade que coexiste em todos nós.
Fernando
Ju:
Infelizmente para nós, não creio que as duas realidades a que te reportas possam andar dissociadas. Somos as duas coisas, por vezes contraditórias, o que pensamos e o que sentimos.
Essa é que é essa!
Beijos